O aumento da procura por alternativas energéticas sustentáveis tem levado a uma maior utilização da energia solar em residências e negócios em todo o mundo. Em Portugal, onde a exposição solar é significativa, optar por instalar painéis solares pode representar uma escolha inteligente tanto do ponto de vista financeiro como ambiental a médio e longo prazo.
Contudo, é fundamental ter uma noção clara dos custos iniciais associados à instalação, de modo a garantir um planeamento do projeto e cálculo do retorno financeiro adequados. Neste artigo, explicamos os principais elementos que compõem um sistema fotovoltaico e indicamos valores aproximados, de forma a facilitar a compreensão do investimento envolvido.
O custo total de uma instalação solar varia com diversos fatores, como o tamanho do sistema (medido em kW – quilowatt hora), sendo necessário dimensionar a quantidade de painéis a instalar e capacidade do inversor, conforme abordaremos de seguida:
São os responsáveis por converter a luz solar em eletricidade. O número de painéis a instalar depende da sua capacidade (em Wh) e da necessidade da instalação. Exemplo: 4 painés de 500W cada um podem produzir no pico 2000w (2 Kw). O preço dos painéis tem vindo a diminuir bastante nos últimos anos, tornando a energia solar mais acessível.
Converte a corrente contínua (DC) gerada pelos painéis solares em corrente alternada (AC) que é a usada nas habitações ou empresas, isto é, a
eletricidade que é a utilizada na maioria dos aparelhos elétricos das nossas casas e
empresas e na rede pública.
Suporta e fixa os painéis no telhado ou no solo, de modo a suportar os ventos fortes. O tipo de estrutura para a instalação dos painéis varia com o tipo de telhado existente (inclinado, plano) ou da necessidade de instalação no solo.
A cablagem é essencial para a ligação elétrica entre os painéis, o inversor e o quadro elétrico. Os cabos que ligam os painéis até ao inversor são próprios para corrente contínua (DC).
O diferencial e disjuntor permitem proteger quer a inastação quer as pessoas. Ou seja, em caso de curto circuitos ou outras anomalias estes sistemas protegem os componentes da instalação e as pessoas.
Os custos de instalação incluem a mão de obra necessária para colocar em funcionamento de todos os componentes.
A energia produzida tem de ser consumida “na hora”, ou seja, o excedente produzido tem de ser vendido a um operador ou armazenada em baterias para ser consumida quando não houver sol. Ou seja, as baterias permitem utilizar a energia armazenada quando não há produção (à noite por exemplo). Apesar da vantagens, as baterias possuem um custo elevado, pelo que a sua instalação deve ser cuidadosamente ponderada.
Um medidor permite-lhe medir a energia consumida na sua habitação ou empresa. Ou seja, a energia consumida da rede (exterior) quanto a energia injetada na rede (no caso de sistemas solares de autoconsumo com injeção).